segunda-feira, 28 de março de 2011

Monte inverno




Ouço a voz do vento a chamar pelo meu nome
E creio estar sentido a Sua presença
A minha volta
Olhei pra trás e vi meus antigos sonhos
E até chorei, e hoje sinto saudades do que falei
Lamento demais a sua falta.

Eu quero ver o sol atrás do monte
Eu quero ver o brilho que ele traz
Eu quero ouvir de novo a Sua voz!



Eu mudei, nem sinto, nem vejo as coisas como via antes
Meus amigos cresceram, mudaram, ficaram distantes
Perdoe meu choro, é sincero
Mas digo sim, que mesmo confuso, perdido
Esperas por mim
Os meus olhos fechados Te enxergam bem perto de mim
Espero Te ver nesse inverno.
Rosa de Saron

segunda-feira, 21 de março de 2011

Na veia


O sangue corre por todo corpo bombeado pelo coração que nunca para, jamais se cansa.
Faz esquentar minha face toda vez que entra em contradição com meu racional.
O coração se move por sentimentos que vem a tona, e saem de controle com uma simples fagulha de esperança, que misturada com o desejo formam a perfeita mistura de combustível e comburente, destrutivo e corrosivo, uma mistura perigosa.
O desejo alimenta a esperança que não da brecha para a razão, levam a escolhas erradas, precipitadas, que trazem conseqüências de alto valor.
Não sei o que seria mais fácil, apagar a chama ou separá-la do combustível.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Mais do que podia


Se eu pudesse escreverias todas as músicas que dizem o que queria dizer.
Todo detalhe que diminui a distancia e traz bons momentos à mente.
E com todos os inconvenientes ao meu favor eu sigo mesmo sem saber pra onde,
sem dar espaço para a indecisão, dizendo sim a quem diz não.
Não sou bom jogador, nunca tive a sorte invejada, gastei toda ela, com você.
Apostei alto, aquilo que não tinha, e ganhei mais do que podia levar para casa.
Deixei pra traz um rastro das fichas.
Perdi algo valioso, que deixei no caminho, e mesmo assim o que me restou era mais do que tinha antes.
Assim eu mudei.
Enterrei alguns sonhos imortais, pois até um soldado de chumbo sabe quando a guerra termina.
E a salva vai para um soldado que lutou um bom combate, e que hoje volta para casa, incapaz de uma nova guerra.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Desvio o olhar


As palavras de uma carta enxugaram as emoções, é mas fácil escrevê-las, dominar cada palavra, cada sentimento esboçado em um papel do que apenas olhar nos olhos.
Sua sinceridade te entregaria.
Há diálogo no silêncio, quando dois olhares se cruzam em uma fração de segundos, substituem qualquer longa conversa.
Se um fato muda tudo, imagina o que um olhar não pode fazer.
Um olhar mudaria tudo, diria tudo sem precisar de uma palavra sequer, faria entender na ausência da explicação.
A sutileza de um olhar me encanta.
Mas fecho meus olhos agora, e
 escrevo no silêncio da madrugada que não me deixa dormir, a sensibilidade e a insônia me entregam ao impulso. Ansioso para que termine o dia, mas me falta algo pra finalizá-lo, um desfecho, uma palavra, um sentimento, um olhar. 

Sem duvida um olhar. 

sábado, 5 de março de 2011

Felicidade momentânea


Uma coisa tenho que confessar que admiro no carnaval, gosto do fato de você vestir o que quiser sem importar com o que vão pensar, afinal, estarão tão ridículo quanto você.
Você pode ser o que quiser sem julgamento, ninguém vai ligar. Acho que todo mundo seria mais feliz se importasse menos com o que pensam, ou como te olham.
Só se importar com sua felicidade momentânea, e mais nada, nada de aparências. 
Mas, pensando bem, não sei não, mas carnaval é ...
Um sentimento de liberdade? Não.
Não sabem o que é ser livre de verdade.
Sei não, mas não gosto de usar máscaras, prefiro ser feliz na autenticidade, a em um personagem que não sou eu.
Eu só tento ver as piores coisas com algum ponto de vista positivo, mesmo sendo difícil achar um em algo tão destrutivo e superficial. Gosto de tirar lições, servem para formar minhas opiniões.

Em um dia tão liberal, onde não sabem o que estão fazendo, não combinaria escrever com tanta formalidade.

terça-feira, 1 de março de 2011

Subliminar


Sozinho, fecho os olhos e nascem às lágrimas, elas descem o rio até desaguar no mar cheio de sentimentos que às confundem na imensidão das águas, não sei o que ouvir, mas sei do que gostaria.
Olho o céu esperando ver o azul, mas só vejo uma cor cinza chumbo com nuvens densas.
Sei que esse vento forte trará um temporal que me prenderá aqui até que cesse.
Parado, é quando a razão se opõe a emoção que carrega consigo sentimentos e lembranças e uma esperança, que a razão não pode lutar contra, que por sua vez, se agarra somente na dor já vivida, e no medo de novamente errar. Não há certo ou errado, não há lado a escolher, os dois são convincentes demais, e não posso decidir pelos dois, pois são quase opostos, querem me enlouquecer, fico imóvel na duvida e a próxima escolha me fará dar um passo.
Mas na direção do que? Onde irão me levar?

Eu só quero ir para casa.
 

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